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É claro que a forma inovadora de terapia de vidas passadas pode ser incrementada com efeitos especiais, místicos e esotéricos. É o que acontece na clínica de Carmen Viana, na Barra da Tijuca. Ela desenvolveu um processo próprio que passa pela física quântica, universos paralelos, polaridades magnéticas, chacras, engenharia genética, regressão, e até viagens a outros planetas. Ex-empresária do setor de autopeças, há nove anos também atende pessoas com problemas. O primeiro procedimento quando o cliente chega à sua clinica é inverter a polaridade do campo magnético, processo que ela não explica o que vem a ser para não revelar o que chama de seu pulo do gato. Diz apenas que é um comando e uma emissão de energia e que não toca na pessoa. Depois disso, o método funciona mais ou menos como um computador, onde tudo vai aparecendo na tela mental da pessoa. O paciente começa a passar em revista seus sete chacras, cada um deles voltado para uma área especifica: sensualidade, sobrevivência, corpo físico, poder, autoconfiança, sentimentos, relacionamentos, espiritualidade, intelecto, criatividade e, em algumas pessoas, o chacra transcendental, na glândula timo, capaz de levar a experiências extraterrenas. E pode ver uma mancha no lugar do corpo onde há problemas. O cérebro então manda energia para esta parte, uma frequência magnética em forma de espiral ou raio que dissolve a mancha. O alívio é imediato, diz Carmen. Depois vem a parte de visualização de vidas passadas e a compreensão da origem dos problemas.

O processo, composto de várias sessões, leva de três a 20 dias. Carmen afirma que o ser humano é um computador que age de acordo com uma programação preestabelecida. Por isso ela ensina seus clientes a eliminarem programações negativas. É possível até, como contou, que o paciente veja a parte do corpo afetada se regenerando, como aconteceu com um paciente viciado em cocaína durante 10 anos e que chegou na clinica com as fossas nasais necrosadas. Em apenas sete dias o paciente viu caírem duas bolotas negras de seu nariz e surgir uma carne rosada. A história é confirmada pelo pai do paciente,

O ex-vice-governador do Pará e conselheiro do Tribunal de Contas daquele estado, Clóvis Moraes Rego, que no mês passado também esteve na clínica tratando de uma melancolia que o acometeu desde que perdeu a mulher, há quatro anos. "Estou muito feliz, por meu filho e por mim)", afirma Clóvis.

Carmen já tratou de cerca de três mil pessoas, com pacientes no Brasil, Estados Unidos e Europa. Por sua clínica passaram pessoas famosas, como Fernando Bicudo, hoje diretor do teatro Artur Azevedo, em São Luís, no Maranhão, Zózimo Barroso do Amaral e a mulher Dorita Moraes Barros, a atriz Eliane Giardini e o músico e compositor do Amapá Osmar Júnior. Ela exibe, como um de seus maiores trunfos, um ex-paciente e hoje seu marido, Sérgio Viana, que sobreviveu a nove anos de cocaína e três de crack.

Sérgio, agora com 28 anos, passou por nove internações tradicionais para desintoxicar, mas nada deu certo "Meus dedos já estavam queimados de segurar o cachimbo", lembra Sérgio. Com 1,82m de altura, mal sustentava seus 49 quilos. Foi quando chegou à clínica de Carmen, à beira da morte, há um ano e três meses.

Dormiu durante três dias. E descobriu que havia uma sequência de encarnações nas quais invariavelmente recorria às drogas para aliviar seus sofrimentos.

Um ponto em comum entre essas terapias que envolvem vidas passadas é a comprovação - se é que se pode falar assim - de que as pessoas repetem os mesmos padrões de comportamento por várias vidas, de forma inconsciente, até que algo interrompa esse processo recorrente, geralmente de destruição.

Colaborou: ELIANA ANTIQUEIRA

Textos das Fotos

Carmen Viana com o marido, ex-paciente e o compositor do Amapá, Osmar Jr.: o ser humano é um computador.

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